11/05/2011 - FORQUETINHA É RECONHECIDA NACIONALMENTE
![]()
‘Programa de assistência à saúde da cidade recebe destaque da Confederação Nacional de Municípios durante evento em Brasília. Projeto criado em Forquetinha, que leva médico e equipe de enfermagem para atender pacientes dentro de casa, é apontado como exemplo para todo o Brasil.(Destaque em 1ª página do Jornal Informativo do Vale, do dia 11/05/2011”.
A tentativa de conciliar o orçamento apertado e a necessidade de atendimento às famílias rendeu ao município reconhecimento nacional. O Programa de Atenção Básica Integral à Saúde foi apresentado por técnicos da área da saúde da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) durante Marcha dos Prefeitos, em Brasília, depois de terem passado dias em Forquetinha gravando vídeo. A apresentação ocorreu ontem, no primeiro dia do evento, que contou com a chefe do Executivo Waldemar Richter (PP). A idéia que virou exemplo para o Brasil – e foi vista até pela presidente Dilma Rousseff – foi criada depois da extinção do Programa de Estratégia da Saúde da Família (ESF). Segundo a coordenadora de Saúde, Regiane Nöllmann, que conversou com o Prefeito na tarde de ontem, o trabalho foi mostrado como uma solução para as cidades que não conseguem contratar equipe mínima para o ESF.
A impossibilidade financeira de manter um médico em regime de 40 horas acarretou a suspensão do programa no final de 2010. Diante disso, a Secretaria Municipal da Saúde arregaçou as mangas para atender às necessidades das famílias.
A cidade de pouco mais de dois mil habitantes não tem condições de equiparar o salário pago, por exemplo, com um médico que atua em cidades maiores da região. O teto desses profissionais, em Forquetinha, fica em desvantagem, já que a legislação não permite que seja pago salário maior que o do prefeito. “Não estávamos conseguindo médicos para trabalhar 40 horas no município”, explica Regiane Nöllmann. Forquetinha tem condições de oferecer vaga a médicos para uma jornada de 20 horas, cujo piso salarial é de R$ 4 mil.
A ALTERNATIVA
Diante desse fato surgiu a alternativa. Criou-se, então, o Programa Municipal de Atenção Básica Integral à Saúde, formado por uma equipe que conta com médico em regime de 20 horas, uma enfermeira e um técnico de enfermagem que trabalham 40 horas. Além de adaptar ao orçamento, o novo projeto oferece assistência mais profissional, conforme destaca a coordenadora. “Essa equipe atende os pacientes diretamente em seus domicílios. As visitas obedecem a um cronograma estabelecido pela Secretaria da Saúde, que também destaca quais as prioridades de atendimento. “Entre os que tem preferência estão idosos, pacientes de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e vítimas de fraturas. As visitas são diárias e seguem uma escala. Nas terças-feiras, o médico acompanha os pacientes. Mas também há serviços que são realizados pela enfermeira, como vacinação contra gripe, por exemplo.
O Programa Municipal diferencia-se do de Estratégia da Saúde da Família pelo atendimento completo que oferece aos pacientes no próprio domicílio. “Antes (com o ESF) o problema era detectado, mas o tratamento era feito no posto de saúde. Agora, o problema é detectado e resolvido no local, ou seja, na casa do paciente”. Regiane lembra que somente a entrega da medicação não é feita no endereço do paciente. Além da assistência em casa, o programa disponibiliza uma enfermeira plantonista que atua nos fins de semana.
O programa de saúde municipal teve sua base de criação no próprio ESF. A transição ocorreu imediatamente à extinção do ESF, em dezembro de 2010. Antes de dar início ao novo formato, o projeto foi discutido e aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde. A idéia começou a ser estruturada enquanto o município procurava um médico para atuar no PSF. A transição de um programa para outro foi acompanhada pelo prefeito Waldemar Richter (PP). O chefe do executivo verificou a legalidade de extinção do ESF na Confederação Nacional dos Municípios (CNM). “Hoje oferecemos um trabalho de qualidade profissional que dispõe de seis veículos para o atendimento de pacientes. É completo”. Enfatiza. Depois da mudança, uma equipe da CNM esteve em Forquetinha para verificar o desempenho do serviço. A impressão dos técnicos sobre o desenvolvimento do programa foi a melhor possível. Os resultados avaliados foram apresentados como alternativa para centenas de outros municípios que, como Forquetinha, têm dificuldades de contratar médico de acordo com os critérios do ESF.
Página 5 – Geral, do Jornal Informativo do Vale – Matéria de Susana Leite.













