30/03/2011 - Vereador contesta arquivamento de inquérito:
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Esta semana o vereador e Secretário de Obras do Município, Henrique Krüger, se manifestou sobre o arquivamento do inquérito relacionado ao furto de talão e emissão de cheques da administração municipal, em 2005. Havia suspeitas de que o Prefeito de Forquetinha da época, Lauri Gisch (PMDB), teria assinado alguns dos cheques furtados - o delito ocorreu no primeiro ano de seu mandato. O Instituto Geral de Perícias do Estado não reconheceu a assinatura dos cheques como sendo de Lauri Gisch. Henrique Krüger foi quem descobriu o fato dos cheques furtados, pois estava na fila do banco no dia em que a tesoureira da Prefeitura da época foi convocada para ir até o banco, ocasião em que vários cheques haviam sido devolvidos.
Como você está vendo o arquivamento deste inquérito?
Henrique Kruger – É difícil ficar sabendo desta notícia. Acendíamos velas na Câmara na época, para ver se teríamos justiça. A comunidade de Forquetinha estava esperando a solução deste caso.
Estes cheques foram utilizados para comprar o quê?
Kruger – Muitos deles foram comprados notebooks em outras cidades. Disseram que não foi o prefeito que assinou. Mas a assinatura dele é muito difícil e na primeira perícia ficou comprovada que era dele. No talão falsificaram as últimas assinaturas, mas as primeiras eram do ex-prefeito.
Foi você que descobriu este caso?
Kruger – Sim. Eu estava na fila do banco na época e a tesoureira entrou de forma desesperada. Ouvi a conversa entre ela e o bancário. Se eu não estivesse lá com certeza ninguém teria falado nada.
O que a comunidade de Forquetinha fala sobre isto?
Kruger – Todos nós estávamos esperando uma solução. Queríamos abrir uma CPI e não deixaram na época. A própria vereadora de oposição, Aldinha Schmitz, diz que tinha alguém parecido com ex-prefeito em uma festa na região, distribuindo os cheques. Tem até uma reportagem sobre isto. A situação era tão visível e agora vai cair no esquecimento.













